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A Extracção da Pedra da Loucura [entries|archive|friends|userinfo]
A Extracção da Pedra da Loucura

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Reborning [Jul. 24th, 2008|07:26 pm]
lincourt
[Feeling |optimisticoptimistic]

Diz um amigo que é dos escmbros que nasce a nova vida. Tem razão, o amigo. E de cada vez que a nova vida morre, retorno aos escombros e renasço, retorno a mim e refaço-me. Saí das ruínas como um abutre que come do que já morreu, sentindo o descanso, o alívio da liberdade e de voltar ao ser, reconhecendo-me, sabendo que a minha realidade é a maravilha e o assombo, e não é como a dos outros. Sabendo-me única, extáctica, sem pesia hoje mas com a velha e mágica alma ontem, amanhã e sempre.
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(no subject) [Aug. 4th, 2007|06:58 am]
lincourt
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(no subject) [Aug. 4th, 2007|06:51 am]
lincourt






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(no subject) [Nov. 27th, 2006|03:28 pm]
lincourt
À Velha do Saco chamam velha, mas ninguém sabe o que leva no saco. Sabem que cheira mal, a velha ( e o saco).

Todos os dias apanha o autocarro à mesma hora.

Todos os dias, à mesma hora, os passageiros se queixamdo mau cheiro!

O Saco, que não é um saco, é antes um carrinho - de - compras de mão feito em tecido plastificado, de xadrez azul e encarnado. O que leva, ninguém sabe.

Cheiram mal. Ela, porque perdeu a paciência para se lavar. Tanto esforço dispendido e que lhe é imprescindível a outras funções, essas vitais! Quando era nova é que tinha que se preocupar com isso, mas então era uma jovem de bom ar e em idade casadoira. Agora, não tem pachorra! Arranjar-se, aprumar-se, são hoje tarefas árduas e já não vale a pena. Afinal, sai tão pouco, e o caminho é sempre o mesmo. Enquanto suportar o próprio cheiro, os outros hão-de conseguir aguentar.

Hoje em dia tem outras preocupações, coisas mais importantes com que ocupar o tempo. Debruça-se sobre questões essenciais: para onde irá, haverá o quê depois disto, talvez não exista nada! Sabe que há pessoas que voltaram para contar (bem, talvez não tenham chegado realmente a ir!), mas não passou por isso pelo que não imagina o que a espera. Fina-se, e pronto, se calhar só isso. Talvez não tenha feito o que devia, é o mais certo! Faz parte, está bem, mas não deixa de chorar sobre o leite derramado. Interroga-se se haverá castigo, mas para existir o paraíso tem certamente que haver um inferno.



Revive mentalmente o que ficou para trás, prepara-se para o que aí vem, para a hora que está a chegar, mas não é fácil a tentativa de redenção. É por isso que cheira mal, não só não tem vontade como também lhe foge o tempo.

Já o cheiro do maldito saco faria vomitar qualquer um.

O peixe, mesmo podre, cheira a peixe.

As laranjas ganham um odor a mofo mais próximo do do Saco. Talvez se fossem muitas, mas a pobre velha

não podia comprar tantas. Além do mais, não pode com o próprio peso, quanto mais com o das laranjas! Será então roupa o que traz no Saco. Roupa antiga que guardava no baú ou na arca porque lhe deixou de servir, isto porque a idade não acarreta só o peso dos anos, vem com o outro peso também.

Quando a pensão deixa de chegar e os filhos, se os há, moram longe, uma velha vê-se despojada de tecto, arcas e baú e não sabe o que fazer à roupa desfazer-se delas, nunca! Sim, porque é nessas coisas que se guardam as memórias. Ainda se lembra da primeira vez que usou o vestido vermelho, e do chapéu que levou ao casamento, do dia ventoso em que estreou o casaco. Porque elas retêm os momentos, decidiu carregá-las consigo. Ou talvez se trate de roupa velha que apanha onde calha, no lixo, ou que lhe dão. Aos mendigos não se lhes deve dar dinheiro ou vão gastá-lo no vício, nos copos e afins, atolados na miséria. Assim como assim, a roupa que já não se usa não serve para nada. A vida está cara para desperdiçar comida, e a velha está tão suja ( e cheira tão mal) que o melhor será arranjar-lhe uma coisinha lavada mesmo, sempre se contribui para o bem estar e saúde públicos. E ela vai enfiando tudo no saco, pode ser que o venda numa feira qualquer. Há quem compre estas coisas, são artigos rentáveis, peças vintage. A diferença entre luxo e lixo é só uma letra.

Diz-se que até uma pedra tem vida, na medida em que todo o ser, mesmo inanimado, é matéria e, sendo matéria, contém energia, carrega um peso adquirido próprio.

Não é controverso afirmar que os objectos retém recordações, nem que certas lembranças cheiram mal.

É esse o fardo que carrega o Saco, o bafo pestilento da idade de uma velha, que nos é insuportável. A Morte não deve cheirar nada nada bem!
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(no subject) [Nov. 27th, 2006|03:24 pm]
lincourt
[ | A fire house]
[Listening to |La Diva, aka, Galas]

"Step into my office, senhor Spiegelman.Welcome to my cabinet, Herr Caligari.". Marioneta de pavios em lingerie de renda.Menos é mais.Tudo, ou a ambiguidade do super-homem, a aparente contradição entre nadas. Choque de correntes e má polarização derivada dos extremos. Normas de conteúdo vazio e supletivas. Prima o oco, esse é injuntivo. Peca.Cai.Com as unhas. Cai, com a pele. Pela. Impola, impele. Pasta de vísceras e maus fígados, diria o sábio. Ou locubrescência?? Tumifica-se-te a mente?Etilizada, esterilizada, só estéril.Organismo parasitário, sem autonomia. Sanguessuuga sem título nobiliárquico. Génio sem Dons e destilado. Spiegel.




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(no subject) [Nov. 27th, 2006|03:20 pm]
lincourt
[ |E porque não...Paris]
[Feeling |Parisiense]

"Mestre, tira-me a Pedra, mestre!!

Tira-me a pedra
e faz uma sopinha com ela
sopinha de bipolaridade
para os pobres
quentinha e boa como as castanhas
(já está na época!)

e para os ricos, porque não
que bem precisam
para saberem o que é

vá lá, aprendam a vivelhecer com os outros

afinal, até os poetas morrem

tira-me a pedra, ó mestre
porque o novelo começa a entrelaçar
e as conexões perdem o nexo
sexo, plexo

(isto faz lembrar qualquer coisa
mas a ordem não é bem assim)

Ontem vi um filme

abri os olhos
à facada

ai, Paris!
ai, o cão que ladra
ai, a chuva que cai cai cai
drip drip drip
ai os livros por comprar
é qualquer coisa no ar...

lenga lenga lenga
lenta lenta lenta
lesma lesma lesma

disfunção associativa
compulsividade obssessiva
instintos assassinos
yupie yeay...
não esquecer o Pedro
(já tirou o curso, já comprou carro, já tem casa, já casou e já tem filhos.
Tenho que me lembrar de não perguntar pela Heidi, essa continua no yupie yeay.)

Continuo a dizer que nasci para alé do meu tempo
mas como o tempo ajuda a regredir
é provável que um dia
retome a data certa...

de esperanças e boas intenções está o outro lado cheio, ou será este??
ai, PARIS!!
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(no subject) [Nov. 27th, 2006|03:03 pm]
lincourt
[Feeling |gloomygloomy]

Procuro o rio que me desconcerta
onde nascem as rimas que desconheço
dos três míseros planos de ser quem sou
quando nem quem sou consigo ser
São maneiras e desmaneiras de ter o que não se pede
e de não se conseguir o que se quer
e a época é de buscas fluviais
em areias soltas.

Há uma ria escondida
na floresta onde as bruxas dançam
nuas ao luar
e atravessando-me nos seus gritos dessperados
por carne podre poder carnal
talvez a venha a encontrar
reflectida nos sulcos brancos do chão de erva
amachucada aos pés das dançarinas negras
que gritam o meu nome
e me esperam na encruzilhada
dos não- caminhos
no cruzamento fantasma
da minha procura





eu sei que a ria corre segura

Numa nuvem de barro e dedos calejados
de suor

eu sei que a ria corre segura

De cantil ao ombro dorido
para a jornada dura
rio e ria fluem juntos
devorando a carne
e esquecendo o corpo numa rua
do mundo distante deste

seguros e totais pelos areais

São encontros desprotegidos pelo temor
de mentir ao céu brando
enquanto se segue caminho
numa estrada sem àrvores à vista e corroída
pelo bailarico vociferante de bruxas nuas no luar
que me aguardam no não-caminho da minha procura

mas eu sei que a ria corre segura.
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